Marco Civil Aprovado na Câmara: Votação deve ir ao senado
11:14
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Saúde Para Todos.
O texto garante a neutralidade na rede e não exige mais que empresas estrangeiras tenham data-centers no Brasil.
O Marco Civil da internet foi
aprovado na noite desta terça-feira (25) em votação na Câmara dos
Deputados. O texto agora deve seguir para aprovação no Senado. A
proposta é uma espécie de Constituição da Internet que vai estabelecer
princípios, garantias, direitos e deveres na rede.
Durante todo o dia, governo e líderes partidários intensificaram a
discussão sobre o projeto que acabou sendo aprovado sem grandes embates
no Plenário. Todas as sugestões de mudanças foram retiradas pelos
deputados.
A principal polêmica do Marco Civil era o ponto que previa a
neutralidade na rede, que propõe que o responsável pela transmissão do
conteúdo deve tratar de forma igual quaisquer pacotes de dados, sem
distinção por conteúdo, origem e destino.
As operadoras de telecomunicações eram contrárias a esse tópico, pois
reivindicavam o direito de vender pacotes fechados de internet aos
usuários de acordo com o seu consumo (assim como acontece nos
celulares).
Agora, caberá ao Planalto ajustar as normas de neutralidade através
de um decreto presidencial que detalhará o conceito da neutralidade, mas
sem mexer no conteúdo do texto.
Principais pontos do Marco Civil da Internet
Neutralidade da Rede
A norma impede que empresas de telecomunicações ofereçam pacotes de
dados diferenciados para os usuários de acordo com o seu perfil de
consumo: mais caro para quem consome mais banda e mais barato para quem
consome menos. A neutralidade também proíbe as operadoras de diminuir a
velocidade da conexão de acordo com o conteúdo acessado pelo usuário,
seja qual for o conteúdo acessado (jogo, filme, etc.).
Nacionalização de dados
A medida era defendida pela presidente Dilma Rousseff e exigia que
grandes empresas como Google e Facebook mantivesses uma estrutura física
no Brasil para armazenar os dados de usuários brasileiros. A medida foi
derrubada, mas os dados armazenados por essas empresas estão submetidos
à legislação brasileira.
Retirada de conteúdo
Provedores de conteúdo só serão responsabilizados pela publicação de
conteúdo de terceiros caso não obedeçam decisão judicial determinando a
retirada dos dados. Caso o conteúdo seja pornográfico, a página que
disponibilizar imagens ou vídeos que violem a intimidade de terceiros
sem sua autorização prévia também será responsabilizada. O texto foi
alterado para deixar claro que a notificação do responsável legal da
pessoa exibida no material basta para que o conteúdo seja retirado do
ar.
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